O que aprendemos com o áudio da JBS



NBN Brasil , 22 DE MAIO DE 2017 por Ricardo de Figueiredo Caldas



Um empresário bastante bem sucedido, conhecido pela influência política nos Três Poderes, ganhou da população brasileira a indireta benesse de acesso aos cofres públicos – a partir de eleições diretas que colocaram na Presidência da República um partido que lhe permitiu embolsar do País R$ 11 bilhões.



Os negócios iam muito bem, até que começaram a vir à tona alguns desregramentos cometidos que acabara atingindo pessoas estratégicas para o conforto do referido empresário e família. A situação se agravou quando a crise aproximou-se a cada dia de seu próprio terreno. Desolado pela possibilidade de ter seu patrimônio exposto, o homem de negócios alcançou um gravador e foi à caça de informações que lhe pudessem ser úteis num futuro próximo.



O cenário foi bem articulado. Na previsão de novo agravamento econômico, o personagem meticuloso se valeu da oportunidade de ser o causador do alvoroço para garantir que conseguiria ter vantagens sobre o mercado. Fez os devidos investimentos e bateu às portas do Ministério Público.



O que ocorreu em seguida foi a delação premiada do atual presidente da República, governante com baixa popularidade, taxado como golpista excêntrico e elitista. Ou seja, passível de visibilidade muito maior do que aquela que lhe seria dispensada caso suas indiscrições fossem reveladas.



A manobra não foi difícil. Autoproclamando-se inábil para lidar com o aparelho que passou a ser o portador de toda a confusão, preencheu, em depoimento, as falhas de áudio com a intepretação que lhe pareceu mais justa.



O resultado prático foi que a delação teve como consequência um novo cenário político para o País. A população já está, novamente, sedenta por um segundo impeachment em menos de um ano. Todo o barulho deu tempo ao empresário para sair do Brasil e assistir ao incêndio em um amplo apartamento com vistas para a Times Square.



No balanço final, as finanças até que foram preservadas. Dos R$ 11 bilhões recebidos de bom grado ao longo de oito anos, menos de R$ 300 milhões estão em cheque. Isso porque, pela boa vontade em colaborar com a Justiça, recebeu apenas uma multa como castigo pelos saques realizados na conta da nação. Bom negócio!



A reputação também não ficou ruim. Muito pelo contrário! Na verdade, o empresário conhecido pela influência que exerce de forma coerciva, fraudulenta e espertalhona nos Três Poderes teve sua versão aceita na íntegra.



Ninguém questionou a origem das informações. Não houve olhares desconfiados para as induções feitas a respeito das partes inaudíveis das gravações, nem mesmo da interpretação das frases que foram ouvidas em alto e bom som. Os dados sobre pagamentos de propinas também não batem, mas não houve quem parasse para perceber que o presidente deveria viver, ao menos, 150 anos para receber todo o valor parcelado. Seria um feito e tanto até para Matusalém na atualidade.



A Operação Lava-Jato, que começou como uma nova fase para a política nacional, é agora uma ferramenta de dispensa de responsabilidades. Os políticos são extensivamente questionados (nem sempre punidos) por perceber vantagens ilícitas e os financiadores estão saindo ilesos do processo. E pior! Os montantes envolvidos estão sendo oficialmente agregados ao patrimônio das empresas, com o aval da Justiça.



Os brasileiros se dividem entre dois grupos: os que são inertes e os que são partidários. Os primeiros sofrerão as consequências do fanatismo do segundo grupo. Os sucessivos tombos que o País levou nos últimos anos dificulta a compreensão do cenário. O desafio é preservar a objetividade, a inteligência, o foco no resultado e na moralidade.



Link Publicação: http://nbnbrasil.com.br/2017/05/22/informacao-tecnologia-o-que-aprendemos-com-o-audio-da-jbs/


*Ricardo de Figueiredo Caldas - é presidente do Sinfor – DF. Engenheiro e Mestre em Engenharia Elétrica pela UnB, é fundador da Telemikro SA.

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